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O mercado de commodities tem papel central na economia global e na bolsa brasileira. Esses ativos influenciam o câmbio, a inflação, o PIB e os resultados de grandes empresas listadas na B3, além de representarem uma das principais frentes de exportação do país.
O que são commodities?
São matérias-primas produzidas em larga escala, padronizadas e negociadas globalmente. Elas possuem características específicas que permitem sua comercialização em mercados internacionais.
Principais características
- Produção em grande volume
- Estado bruto ou com baixo nível de industrialização
- Padronização mundial de qualidade
- Possibilidade de estocagem sem perda relevante de qualidade
- Base para produtos de maior valor agregado
Essa padronização faz com que, por exemplo, a soja produzida no Brasil tenha características equivalentes à soja produzida em outros países, facilitando a formação de preços no mercado internacional.
Principais tipos
As commodities são geralmente divididas em três grandes grupos:
Agrícolas
- Milho, café, soja, trigo, açúcar, algodão
São fortemente influenciadas por fatores como clima, safra, demanda global e câmbio.
Energéticas
- Madeira, água, geração de energia, créditos de carbono
Esse segmento ganha cada vez mais relevância com a transição energética e as pautas ambientais.
Minerais
- Ouro, petróleo, minério de ferro, etanol, gás natural
Esses ativos têm grande peso na balança comercial brasileira e forte correlação com o crescimento econômico global.
A sua força na economia brasileira
O Brasil ocupa posição de destaque na produção e exportação global de commodities. Esse protagonismo faz com que o setor tenha grande participação no PIB e influência direta na cotação do real frente ao dólar. Na bolsa de valores, cerca de um terço das empresas listadas possui ligação com esse mercado, o que torna o desempenho das commodities um fator determinante para os ciclos de alta e baixa do índice.
Como os investidores operam?
A forma mais comum é de maneira indireta, por meio de ações de empresas produtoras de matérias-primas. Por serem negócios cíclicos, costumam apresentar maior volatilidade ao longo do tempo.
Também é possível investir diretamente nesses ativos por meio do mercado futuro da B3. Nesse ambiente são negociados contratos de produtos como boi gordo, café, milho, soja, açúcar e ouro. Essa modalidade permite operar tanto na alta quanto na queda dos preços, sendo bastante utilizada para estratégias de curto prazo, proteção de carteira e alavancagem, mas exige maior conhecimento em gestão de risco devido aos ajustes diários.
Dentro de uma carteira, elas podem ser utilizadas como forma de diversificação e proteção contra a inflação. A exposição por meio de ações costuma ser mais adequada para o longo prazo, enquanto os contratos futuros são mais utilizados em operações táticas e estratégias de hedge.
O comportamento cíclico do mercado
Esses ativos são cíclicos, ou seja, seus preços variam conforme:
- Crescimento econômico global
- Oferta e demanda internacional
- Condições climáticas
- Política monetária mundial
- Variação do dólar
Esse comportamento cria oportunidades, mas também aumenta o risco para o investidor.














