Imagem: Pixabay
Investir em empresas de capital fechado e startups é uma alternativa para quem deseja participar do crescimento de negócios que ainda não possuem ações negociadas na Bolsa de Valores.
No Brasil, uma das formas de encontrar essas oportunidades é por meio das plataformas de equity crowdfunding, que conectam empresas em busca de capital a investidores. Esse mercado é regulamentado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por meio da Resolução CVM 88.
Onde encontrar essas startups?
Plataformas especializadas permitem conhecer empresas que estão realizando rodadas de captação. Entre os exemplos estão a BridgeHub e a EqSeed.
A BridgeHub apresenta oportunidades de investimento em empresas privadas e informa atuar de acordo com as regras da Resolução CVM 88.
Já a EqSeed é voltada principalmente para investimentos em startups e empresas privadas. A plataforma apresenta informações sobre os negócios e as condições de cada rodada de investimento.
É importante lembrar que a regulamentação da CVM não significa que o investimento seja garantido. A CVM estabelece regras para o funcionamento das ofertas, mas não garante o sucesso das empresas ou o retorno do capital.
Como funciona o investimento?
Em uma rodada de investimento, a empresa busca recursos para financiar seu crescimento. O investidor aplica dinheiro de acordo com as condições estabelecidas na oferta e passa a ter os direitos previstos no contrato.
O retorno pode ocorrer de diferentes maneiras, dependendo da estrutura do investimento. Entre as possibilidades estão uma futura venda da empresa, uma nova rodada de investimento, uma venda da participação ou até mesmo um eventual IPO, quando a companhia passa a ter valores mobiliários negociados em bolsa.
Porém, esses eventos não são garantidos.
O risco de investir
Essas empresas apresentam riscos elevados porque muitas ainda estão em fase de crescimento e desenvolvimento do modelo de negócio.
A empresa pode não atingir as metas previstas, enfrentar dificuldades financeiras, perder mercado ou até encerrar suas atividades. Nesse cenário, o investidor pode perder parte ou até todo o dinheiro aplicado.
Outro ponto importante é a falta de informações públicas. Empresas de capital fechado não possuem necessariamente o mesmo nível de divulgação de informações de uma companhia listada na B3.
Por isso, antes de investir, é importante analisar o negócio, mercado de atuação, equipe, resultados apresentados, utilização dos recursos captados, valuation, contrato e riscos da oferta.
A baixa liquidez é um dos principais riscos
Quem investe em uma startup precisa entender que a liquidez é muito baixa em comparação nas ações negociadas em Bolsa.
Uma ação pode ser vendida durante o pregão quando existe mercado para aquele ativo. Já uma participação em uma empresa privada pode não ter um comprador disponível.
Assim, o investidor pode ficar com o dinheiro aplicado durante vários anos, esperando uma oportunidade de saída.
Startup não é investimento de curto prazo
Essa aplicação pode precisar de anos para crescer e chegar a uma situação que permita uma venda da participação ou outro evento de liquidez. Portanto, o dinheiro investido nesse segmento não deve ser aquele que o investidor poderá precisar no curto prazo.
A diversificação também merece atenção. Investir em várias empresas pode reduzir a concentração do risco, mas não elimina a possibilidade de perdas.
Equity crowdfunding x Bolsa de Valores
| Característica | Bolsa de Valores | Startups e empresas privadas |
|---|---|---|
| Negociação | Mercado organizado | Pode não existir mercado secundário |
| Liquidez | Geralmente maior | Geralmente baixa |
| Informações | Divulgação obrigatória | Depende da empresa e da oferta |
| Venda | Pode ocorrer durante o pregão | Pode depender de comprador ou evento de liquidez |
| Prazo | Longo | Geralmente longo |
| Risco | Varia conforme o ativo | Pode ser elevado |
Para quem deseja conhecer empresas de capital fechado, plataformas como BridgeHub e EqSeed são exemplos de ambientes onde podem ser encontradas oportunidades de investimento participativo.
O mais importante é entender que investir em uma startup significa assumir riscos diferentes daqueles existentes em investimentos tradicionais, principalmente em relação à possibilidade de perda do capital e à dificuldade de transformar o investimento em dinheiro rapidamente.














